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ZAPPHY – Muitos brasileiros ainad lembra dos seus primeiros sucessos “Good love” e “Without your love”. Mesmo que o mercado para a música dance aqui seja enorme, porque demorou tanto para ouvir um novo sucesso seu. A distância entre países foi um obstáculo?

Robyn Z - Uau! De volta às minhas raízes! Amo isso! Estou tão feliz que os brasileiros lembrem de mim do meu primeiro sucesso “Good love”. Bom, vamos fazer uma viagem juntos de volta ao passado. A minha história começa anes de 1995 e vai até a presente data. Antes de assinar o meu primeiro contrato com a DM Records, eu trabalhei direto com Tolga Katas quem foi responsável pelo sucesso “Sending all my love “ (Linear) que chegou ao topo das paradas (#1). Tolga me ensinou muito sobre o mundo da música e me preparou antes de assinar com a gravadora. “Good love” foi o meu primeiro álbum, quando comecei a abrir as minhas asas como uma artista. Eu não escrevi a música. Os créditos são para Robert Bartko e Ivan Kopas. Eu assinei numa época boa, pois já não era tão ingênua, o que para este negócio pode ser algo ruim, isto porque as gravadoras as vezes querem artistas ingênuos que vão se vender a qualquer preço em nome da fama. Eu não procurei isso em meu primeiro contrato, pois eu procurava algo que pudesse casar com o que eu queria, o que era difícil. Eu acabei descobrindo que tudo iria depender de mim mesmo. Quando eu digo isso, eu to falando de ir atrás dos meus próprios shows, contratar os dançarinos e fazer os shows. Eu mesma levava os discos para as rádios. Muito trabalho! A gravadora então me enviou para Los Angeles para tocar na frente dos distribuidores deles. Então, como podem ver, eu aprendi muito antes de assinar com a DM Records, e depois de me virar uma artista da gravadora, isso fez com que eu fosse para um outro nível. Eu e a gravadora sempre conversamos sobre o que eu desejava. Eles sabiam que era tudo uma questão para estar entre os grandes e sabiam os meus objetivos. Depois de uma conversa, resolvemos ir para caminhos diferentes. Eu percebi que a única forma de estar entre os grandes era por mim mesma.

Sinceramente, eu não sabia que tinha tantos fãs no Brasil, mas a distância não foi nenhum obstáculo. Algumas vezes a gente tem que evoluir, avaliar si mesmo e a seus objetivos. Quando o hit “Without your love” saiu (1999), eu abri pra mim mesma uma gravadora e consegui distribuição nacional. Neste momento e era a cantora, a compositora, a mulher de negócios e tudo o que fosse preciso. Eu estava crescendo bastante como artista e fazendo muitos shows. No pico de “Without your love” eu estava prestes a assinar com uma grande gravadora, mas descobri que estava grávida e a gravadora não queria nem saber se eu estava grávida ou não. O que ela queria era um contrato de seis dígitos, entretanto, o lado comercial das rádios me deixava doente e com vontade de vomitar, porque um DJ me prometeu remixar a música por 8 mil dólares para que eu pudesse ganhar o contrato. Parei com tudo! Eu sei que para se dar bem neste negócio você tem que “rebolar” e se virar, mas eu não queria mais isso... dei um basta e voltaria quando eu quisesse. Voltei com a força total em 2007 compondo de novo, junto a ganhadores do Grammy e produtores maravilhosos que entendiam o que eu queria. Isso não aconteceu antes, pois eu era obrigada a escrever sobre o que a gravadora queria e não sobre o que eu queria compor.

 

ZAPPHY – Sabemos que você está preparando um novo disco e escutamos algumas músicas dele (Ladidada, Autograph XOXO) que acreditamos vão estar no topo em breve. Mas e você? Você tem algum música que você acredite que seja A música?

Robyn Z -  Esta é a pergunta de 1 milhão de dólares! E obrigada por gostar das músicas. Sabe de uma coisa? Eu amo as duas músicas que você escolheu e eu acredito muito que a “Autograph XOXO” vai estar nas paradas em breve! “Ladidada” é a minha favorita, porque ela é a minha cara, ou seja, é o que gosto de compor! Mas é tão difícil determinar qual vai ser A canção! Uma música que sempre chama a atenção das pessoas é a “Fire”. É claro que há têm várias canções que ainda não estão disponíveis para o público e inevitavelmente, uma música acaba se tornando a minha favorito e assim por diante. Deste modo, acho que “Fire” e “The chant” vão acabar se tornando hits.

 

ZAPPHY – Algumas pessoas podem se lembrar de você por sua participação na Playboy TV. A sua participação ajudou a ter uma exposição na mídia maior, ou foi apenas um bom começo e nada mais?

Robyn Z – Eu amo a Playboy! E como alguém não pode ama-los? São pessoas bacanas para se fazer negócio. As empresas Playboy licenciaram as minhas músicas mais antigas e eu acabei tendo uma maior exposição na TV no programa “All night party girls” através de um de meus discos (OO-OO-AH-AH). Eu também trabalhei lá por 3 anos como uma vidente convidada em um programa de rádio da Playboy. Então como não poderia eu amar a playboy? Sim, abriu e muito a minha base de fãs e possibilitou uma audiência maior. Sou eternamente grata a Playboy!

 

ZAPPHY – Você tanto canta quanto compõe as músicas. Como você escolhe os temas e o som para cada música? E sobre o seu próximo disco? O que os amnates da música dance podem esperar?

Robyn Z – A maioria das músicas é uma mistura entre o POP, dance e sons alternativos. Já os temas, quando eu escuto uma música feita por algum produtor, eu me sento com os instrumentos e aí eu e a música nos fundimos. Todas as músicas são tem um que de emoção; pois mesmo antes da caneta tocar o papel, a emoção já está presente na música. Não é lindo? Quando nós estamos alegres, tristes, agitados, etc... então a minha primeira tarefa é entender que tipo de emoção aquele som está tentando passar. É tudo uma questão de interpretar o sentimento que emanda da música. Compor é uma paixão minha, porque é como se eu estivesse construindo um imenso quebra-cabeça. Algumas vezes a coisa vem assim, de repente, e aí começo a cantar e a cantar, repetindo e escrevendo a canção. Se eu me entusiasmo, eu sei que o refrão vai se tornar um hit. Na verdade eu sou bem dura comigo mesma, pois eu quero que as minhas canções atinjam a massa no mundo inteiro! Quanto ao próximo lançamento, a única coisa que posso dizer é: aguardem!

 

ZAPPHY – As músicas dance não é o tipo de música que escutamos a todo minuto nas rádios, mas têm grande impacto na TV. Você está produzindo algum videoclipe novo?

Robyn Z – Neste momento, eu tenho alguns slideshows de fotos minhas no youtube no ROBYNZ TV, entretanto, estou planejando produzir um vídeo em breve. A tarefa mais difícil será escolher a música, pois o investimento é válido, pois tão logo o público me veja na TV, a coisa deslancha mais ainda! Participem do ROBYNZ TV no youtube! Eu, na medida do possível, respondo as perguntas, ok?

 

ZAPPHY – Agora, como ser uma “vidente” ajuda a escrever uma canção? É algo completamente diferente ou as duas coisas se combinam?

Robyn Z – Uau! Excelente pergunta! Nascer com dois dons maravilhosos: cantar e ser vidente, só tem me dado excelentes oportunidades nesta minha vida. As vezes eu simplesmente sinto que, quando estou escrevendo, que a caneta me leva a jornadas incríveis. Sempre que alguém me fala que gostou do que eu havia escrito, eu retruco que “não sabia de onde isso veio”. Frequentemente eu vejo coisas que escrevi e fico muito feliz por ter “canalizado” aquilo. Agora, se a música vai estourar ou não, isso é um outro assunto, pois é importante que as pessoas entendam que não adianta eu usar os meus dons mediúnicos para fazer a minha própria fortuna!!!

 

ZAPPHY – Uma mensagem final para os seus fãs e para os leitores da revista ZAPPHY.

Robyn Z – Primeiramente, gostaria de agradecer esta oportunidade maravilhosa de ter sido entrevistada por você, obrigada à revista ZAPPHY! E é claro que ostaria de agradecer a todos os meus fãs. Para vocês das estações de rádio, obrigada por me apoiar e tornar-me uma superstar e vamos rumo ao Grammy!!!!

 
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