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Algumas bandas entram no mundo da música e se perpetuam. Uma delas é a banda Queensryche, banda esta que foi ovacionada pela crítica já em 1988 com o lançamento do álbum “Operation Mindcrime” e que trouxe a esta banda, uma base sólida de fãs e ao mundo da música uma cenário ou estilo. Esta base sólida e o sucesso se deveram em grande parte pois por se tratar de um álbum conceito, entitulado de “Operation Mindcrime”. Produzido por Peter Collins, este álbum marcou época com a música “Eyes of stranger” e recebeu de cara uma indicação ao GRAMMY. Mas banda não é desconhecida aqui... longe disso! Veio aqui em 1992 e levou a galera que estava no Rock In Rio à loucura e depois retornou aqui em 1997 e arrebatou mais uma legião. Neste ano, a banda tem cerca de 200 shows marcados por todo o mundo e não poderiam deixar de vir aqui no Brasil. O jornal ZAPPHY não podia ficar fora desta e foi atrás de sua primeira entrevista internacional, e via telefone o vocalista da banda nos atendeu e respondeu à algumas perguntas: ZAPPHY – A banda gravou um disco só de “covers” com músicas de bandas como por o U2, Pink Floyd, The Police. Como isso aconteceu se é um disco completamente diferente dos outros discos da banda? Geoff Tate – Sim é um disco bem diferente dos que o Queensryche já fez, pois os outros discos são discos mais sérios, mas acabamos fazendo este por pura diversão! É uma coisa não séria, só pelo prazer de tocar mesmo! Nós tínhamos duas semanas de estúdio livre e aí nosso produtor nos perguntou se não queríamos fazer algo diferente... e fizemos! ZAPPHY – E como foi o show que vocês fizeram em BH? Geoff Tate – O público se mostrou bem interessado, pulando, dançando em todos os momentos. O que posso dizer é que foi um bom show! ZAPPHY – Aqui no Brasil a música “Silent Lucidity” é tocada nas rádios como se fosse uma balada de amor, mas se lermos a letra com calma é uma música triste... Geoff Tate – Eu até acho engraçado esta música ser tão popular aqui (no Brasil)! A “Silent Lucidity” é uma música que fala sobre como abordar o tema “morte” a um filho ou a uma criança! Ela surgiu depois que tivemos um falecimento em nossa família e minha filha começou a ter muitos pesadelos e não conseguia mais dormir! Então se você prestar atenção na letra, você verá que é uma forma de explicar que pesadelos são sonhos e que você tem que tomar as rédeas de seus sonhos! ZAPPHY – Então de certa forma ela não caberia em uma coletânea sobre o amor... Geoff Tate – Se você olhar de outro ângulo é uma música que fala sobre o amor, só que do amor dos pais em relação aos filhos, da proteção... é como se fosse uma canção de amor ao seu filho ou filha. ZAPPHY – E o que a banda irá fazer após os shows? Geoff Tate – Primeiro nós temos uma tournée com cerca de 200 shows por todo o mundo, mas lançaremos um álbum na primavera de 2009. Este disco vai ser bem diferente, pois vai contar uma estória, o que faz com que o álbum tenha diferentes texturas, com altos e baixos, às vezes rápido e às vezes devagar. O que é certo é que será uma estória dramática usando como pano de fundo estes problemas sociais do mundo. ZAPPHY – E quando vocês voltam aqui para o Brasil? Geoff Tate – Nós ainda estamos aqui (risos)... ZAPPHY – Mas para o próximo lançamento? Certamente os seus fãs querem você s aqui todos os anos... Geoff Tate – O fato de voltar depende muito do produtor da banda. Se os fãs não sinalizarem que têm esta vontade de ver a banda de novo, às vezes as coisas se complicam. Mas agora temos um novo produtor e vamos ver! ZAPPHY – Uma última mensagem para os fãs da banda e para os leitores do jornal ZAPPHY. Geoff Tate – Muito obrigado por escutar o nosso som e por gostar da banda! É sempre bom ver que o trabalho da gente ser recompensado. E a você Leandro, muito obrigado também!
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